26 julho, 2010

Avatar versus Apocalíptico


Se eu escrever uma crítica sobre o filme Avatar seria apenas mais uma entre tantas espalhadas na web, jornais, revistas e até mesmo nas conversas informais do dia a dia. Claro que elas se diferem cada um encara de uma forma o que vê, lê, escuta ou sente. Talvez exagerado acreditar em toda aquela fantasia azul de Avatar mas o que nele me chama a atenção foi o zelo que James Cameron teve ao abordar o tema Natureza. Mas não muito longe de nossa realidade como os Ni'vi está, civilizações existiram e nenhuma delas foram povos criados em ficções Hollywoodianas. Em nome da religião, do dinheiro e do poder milhões mataram e foram mortos. As cruzadas, a Inquisição, bandeirantes que desbravavam e matavam tudo o que se movia nas matas como inumeras espécies de animais, matavam e escravisavam índios, estupravam as índias, tudo em nome do descobrimento e progresso, os conflitos no Oriente Médio e Irlanda do Norte, a matança entre o Iraque e o Irã, os conflitos entre Hindus e Siques na Índia, os campos de concentração da Gestapo, seres humanos torturando seres humanos em escravidão por religião, poder ou meros preconceitos raciais. Se agem assim com os de sua própria espécie imagino então o que fariam com algum tipo de alienigena de força inferior. Quando assisti Apocalypto pensei em desligar o dvd ou trocar o filme, sangue na tela não é muito a minha praia, mas já que está no inferno vamos abraçar o capeta e continuei assistindo. Os personagens podem ser fictícios, mas os Maias e seus atos cruéis em nome da espiritualidade, fé e de seus mitos não. Esse filme retrata apenas uma forma de barbarismo mas ao longo da história o Ser Humano escreveu linhas de puro terror, nada interessante ou algo de se orgulhar. A hipocrisia reina neste campo, em duas guerras mundiais, católico matou católico e protestante matou protestante a mando de seus líderes políticos religiosos. "As guerras religiosas tendem a ser especialmente violentas. Quando as pessoas lutam por território em busca de vantagens econômicas, elas chegam ao ponto em que a batalha não compensa o custo e assim fazem concessões. Quando a causa é religião a concessão e a reconciliação parecem ser males." Admiro os Maias por sua Ciência tão inteligente para uma civilização tão antiga. Como um ciclo, depois de tanto derramarem sangue os Maias acabam tendo o seu território invadido por Espanhóis que desbravando terras a vista em suas ostentosas caravelas descobrem a riquesa dos Maias. Esse é um ciclo na história humana que parece não ter fim, infelizmente. Se tiver uma vaga na nave para Pandora eu já quero reservar a minha!

21 julho, 2010

Dia do amigo


"Esse animal nosso amigo é! 
Desde o bumbum até o dedão do pé.
E cada amigo que a gente conhece é diferente a gente não esquece.
Somos todos animais, somos muito especiais, adoramos a visita até a vista.
Os nossos amigos são geniais eles são incríveis, eles são demais e pra terminar cantem comigo... Faça de um animal o seu amigo!"
  Zoboomafoo 


                                      

16 julho, 2010

Os Gêmeos

Cores fortes misturadas com expressões vivas chamam a atenção nos muros e paredes das cidades e bairros. O grafiti dá vida aquele montuado de tijolos já existente. O Planeta hoje é uma bola de concreto, cimento, tijolo e asfalto. Como utilizar algo que está ali muitas das vezes sujos e indiferentes em verdadeiras molduras para obras de Arte ao ar livre? Ou até mesmo molduras no chão, sim o chão se transforma em moldura para os incríveis desenhos em 3° Dimensão do Julian Beever um Inglês que faz sua arte com Giz! Veja o trabalho dele aqui: http://users.skynet.be/J.Beever/pave.htmave.htm. Longe do abstrato e das artes modernas que sinceramente não consigo entende-las, o grafiti com seus desenhos surreais modifica o olhar rotineiro das pessoas nas cidades. São muitos os artistas envolvidos com esse trabalho não só na cidade de São Paulo mas no mundo todo. Assim como a fotografia o grafiti não se resume naquilo que apenas um olhar possa ver e determinar o que aquilo exatamente é. A imaginação vai além da compreenção e ela varia de pessoa a pessoa. É como brincar de observar. O Brasil está bem representado lá fora com os irmãos grafiteiros, Os Gêmeos Gustavo e Otavio.
Mas ainda é pouco, muitos tem qualidade no trabalho suficiente para crescer, o problema é que o Brasil não valoriza muito esses profissionais, mas eu acredito e eles mais ainda que isso vai mudar e já está mudando.
Eu sempre gostei de observar nas ruas, bater umas fotos legais, altas fotos, todo o colorido é muito legal fotografar grafiti, mas não conhecia o trabalho dos Gêmeos, foi em 2009 que fiquei de boca aberta quando vi no Vale do Anhangabaú um trampo desses caras, O Gigante, muito louco vale a pena ver pessoalmente a grandiosidade da obra.
Seguindo eles no Twitter @OsGemeos fiquei sabendo da parede que eles acabaram de fazer em San Diego "Don't Believe the Hype". Como sempre o que chama a atenção além do tamanho da obra, são as cores vibrantes e as espressões que dão vida aos personagens.
Vale a pena conhecer mais sobre grafiti, com certeza deve ter no seu bairro, na sua cidade, nas ruas que você anda, encontre-os nos muros e brinque também de observá-los!
"Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza, só ficou no muro tristeza e tinta fresca..."
(Marisa Monte - Gentileza)