22 dezembro, 2010

✎Troco árvores de natal por florestas

Se a tradição natalina fosse em vez de montar uma árvore artificial na sala da casa mas plantar árvores de verdade, seria uma cultura divertida. Os pais com os seus filhos sairiam juntos para escolher o lugar e a muda, com tantas variedades de espécies cada um teria a sua árvore preferida.
A familia escolhendo entre o forte e alto Jatobá, o ofuscante amarelo do Ipê com seu tapete de flores, a delicadeza da Quaresmeira, a formosidade da Sibipiruma com sua sombra convidativa num dia de Sol, folhas tão verdes e frescas flores amarelas que caem ao chão também formando um belo tapete. Confesso que é uma das minhas preferidas dentre tantas.
Tem as floridas como o Pau Formiga, a Painera Vermelha...
 Por que não imaginar que isso poderia ou pode ser uma cultura natalina? Se as pessoas levam tão a sério um velho gordo, vestido extranhamente, com uma carruagem guiada por renas voadoras, que é algo tão surreal e cômico, porque não acreditar em outra forma de comemorar o nascimento de Jesus que foi um homem que respeitou a Natureza.
A decepção maior de toda criança ao descobrir que Papai Noel não existe não está no não existir mas o problema em questão está no mico que pagou em acreditar nessa história toda!
Por que é mais fácil inventar histórias bobas e transforma-las em fonte de renda anual em vez de plantar a idéia de que a Natureza existe e está ao nosso alcance.
Todo mundo sabe o que é seguir padrões, e é isso que me assusta a cada dia, porque seguir uma maioria é muito comodo do que ter suas próprias idéias e teorias sobre a história da humanidade e no que ela se transformou... em adoradores de árvores feitas de plásticos e matériais sintéticos, e esperam seus presentes no chão da sala nos pés da árvore inanimada, fria, sem vida, que utiliza da eletricidade para ficar mais vistosa e até tocar musiquinhas. Mas todo mundo quer mesmo é abrir logo os presentes não é?
O aniversário é de Jesus Cristo (um homem que morreu da pior maneira) e quem ganha presentes é você e o comercio fica feliz.
E se o Papai Noel existisse eu pediria a ele para mudar a tradição natalina e a cada árvore de plástico armada na sala das casas fosse uma árvore plantada no quintal do planeta.

21 dezembro, 2010

✎Despenteada

Aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie. O mundo é louco, definitivamente louco. O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O Sol que ilumina o rosto enruga. E tudo que é bom nessa vida despenteia. Fazer amor despenteia. Rir às gargalhadas despenteia. Viajar, correr, entrar no mar despenteia. Tirar a roupa despenteia. Beijar na boca despenteia. Brincar despenteia. Cantar e dançar despenteia. Sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, do que aquela que decide não subir. Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por fora. Em compensação todos os meus sentimentos estarão em um verdadeiro desalinho. Em uma sociedade que exige e condiciona as pessoas a ter boa presença, arrume o cabelo, compre a roupa da moda, use salto quinze, scarpin. Caminhe e sente-se direito, fique seria, não sorria, tenha classe. Eu talvez deveria seguir as instruções, obedecer as regras, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Então entregue-se, coma coisas gostosas, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, corra, ande de bicicleta, abrace os animais, observe a Natureza. Arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem e curta a viagem deixando a vida te despentear!!! O pior que pode acontecer é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo. (texto retirado da web autor anônimo - *modificada)

15 dezembro, 2010

Biblioteca de São Paulo no Parque da Juventude

Pela janela do metrô ao chegar na estação Carandirú a vista não é mais cinza a muito tempo, a paisagem é verde e alegre, no lugar da guerra a paz.
Em pontos isolados da cidade existem parques perdidos em meio a tanta poluição e estresse e neles as árvores, as flores, playgrounds, gramados, estarão sempre a espera das pessoas.
No Parque da Juventude você encontra tudo isso, a qualidade de vida está em refugiar-se por alguns instantes do estresse da cidade.
Tem várias quadras esportivas, inclusive uma pista para manobras de skate, a criançada e até mesmo adultos gastam muita energia nele, sempre que vou lá vejo um moleque danado que deve ter no máximo oito anos, sempre está com seu skate nos pés, quando não, muito bem seguros por debaixo de seus bracinhos.
Trilha para caminhada, com bebedouros por todo o percurso, só tome cuidado para não tomar um banho, não sei o que acontece mas a torneira é um verdadeiro esguicho quando abre um verdadeiro desperdício, tem coisas que não dá pra entender.
Lá a sua bike é bem vinda desde que pedale com prudência para evitar acidentes, há muitas crianças por todo o parque principalmente aos domingos.
Uma coisa notável são os aparelhos para ginástica ao ar livre de uso exclusivo aos cadeirantes, mas infelizmente todas as vezes que vou ao parque nunca vi nenhum cadeirante utilizando os aparelhos e fico pensando, porque? Por falta de divulgação talvez? Pelas dificuldades de cada um de chegar até o parque? Uma pena! Uma pena mesmo, aqueles aparelhos foram feitos exclusivamente para eles.
Cães também tem um espaço para interagirem e brincarem com seus donos em um enorme gramado.
Na Biblioteca tem atividades além da leitura, como por exemplo oficinas, palestras, saraus, shows, internet... A leitura pode ser feita com tranquilidade e conforto. Colorida e iluminda a biblioteca tem um clima jovem e moderno incentivando assim as pessoas a voltarem outras vezes. Aviões de papel flutuam no ar e biombos decoram o chão. Crianças se divertem no setor direcionado a eles com material de leitura e internet. E quem disse que biblioteca não é lugar para os pequenos se engana, envolvidas no lúdico elas soltam a imaginação. Com uma galera ou apenas de passagem, por que não conhecer o Parque da Juventude e dar uma passadinha na Biblioteca, quem sabe você não se empolga e acaba fazendo a carteirinha, suas coisas ficam seguras em um armário e você livre, leve e solto para folhear uns livros, ler algum, navegar na internet, assistir um filme, conhecer pessoas...


Onde fica: Parque da Juventude - Av. Cruzeiro do Sul, 2630 Santana 

Bienal do livro

Nunca havia participado de uma Bienal do Livro, evento que acontece todo ano em São Paulo, me sentindo desatualizada e curiosa a respeito, na sexta-feira dia 20 consegui entrar na Bienal por apenas cinco reais graças a carteirinha do Sesc. O que vi lá dentro foi um comércio gigantesco de livros. O que me fez entender o porque de tanta propaganda na mídia. Havia muitas pessoas lá, inclusive excursões escolares, as crianças eram quem mais se divertiam, tudo é festa, um dia a menos dentro da escola, para isso acontecer vale tudo, até ir numa feira de livros. Mas o que mais chamava a atenção não só delas mas como da maioria das pessoas era o estande virtual demonstrando e-books e tablets pc. Meio extranho pensar em um dia todos lendo histórias em e-books e ver o livro apenas como uma peça de museu: - Olha filho era nele que liamos, estudavamos, está vendo ele é de papel, rasga, molha e amarela com o tempo e não dava pra ler no escuro! Acredito que isso irá acontecer assim como aconteceu com o vinil, mas eu não vou negar que acho muito mais prático baixar músicas na internet e armazená-las no mp3 e ouvi-las a qualquer momento, em qualquer lugar num ato egoísta e solitário. Sim eu faço isso. Pensando em relação ao livro acho que eu "não vou me adaptar" o bom do livro é folhea-lo, sentir o papel com os dedos e aquele barulho de virando a página, o marcador personalizado sempre com algum dizer ou imagem, a capa mágica que representa a porta de entrada dos mais infinitos mundos. Brisas a parte, os tablets pc são uma tentação virtual, os olhos se enchem e brilham, as mãos querem tocar e a sensação que se tem é que uma gota de bába vai escorrer das bocas abertas dos menos remunerados e simplórios assalariados ao fazer o teste drive no aparelho. Mas a Bienal é sobre o que mesmo? Vi livros de todos os temas, para todos os tipos de leitores, as editoras caprichavam no visual dos estandes. Palestrantes ilustres faziam a diferença no evento. Assisti a uma palestra com o tema "tribos urbanas" com a participação de um Antropólogo, um Grafiteiro, uma Cosplay e uma representante da revista Capricho. Aprendi com o Antropólogo que não é correto usar a palavra tribo e sim circuito de jovens, segundo a antropologia eles expressam suas diferenças e circulam pela cidade são os "jovens da metrópolis" até arrisquei fazendo uma pergunta sobre a relação dos circuitos de jovens "tribos" e seus ídolos dando exemplo a caminhada que iria acontecer no sábado dia 21 em comemoração a morte de Raul Seixas. A representante da revista Capricho fez questão em responder utilizando como exemplo também, uma máteria que estão trabalhando em cima desse assunto mas para a minha tristeza o ídolo em foco será Justin Bieber. Assisti a palestra até o final com o macaco na mão que comprei no estande de livros infantis, comprava o macaco e ganhava um livro ou seria o contrário comprava o livro e ganhava o macaco, bom isso não importa, o importante é que o macaco é da WWF Brasil e o livro fala sobre a Mata Atlântica e o preço cabia no meu bolso, 10 reais! É um incentivo a leitura para a criançada, eles aprendem se divertindo fazendo do livro um brinquedo. Andando pelos corredores observei um estande muito movimentado e lotado, todo de vidro, de fora viamos o que acontecia lá dentro, era uma palestra e até comentei; "nossa está bem animado aqui, não sei o que é mas perdi isso". Quando notei que o cantor Arnaldo Antunes era um dos participantes da palestra, daí cheguei a afirmação, "poxa perdi mesmo". Sem caber mais ninguém lá dentro o jeito foi ir ver alguns livros. Aliás vi muitos livros interessantes e legais por lá e até compraria se não fossem tão caros por serem lançamentos, um deles é o livro "Com Amor" escrito pela irmã da Janis Joplin. E o livro do Ozzy Osbourne será que é legal? Bom quanto ao livro não sei não, mas que a propaganda é grande ah isso é!!! Se você foi ou não foi na Bienal não se preoculpe, a boa leitura independe do local onde você compra seu livro, sendo um grande lançamento ou não, pagando caro ou barato, alugando na biblioteca, lendo num e-book ou num livro velho de Sebo, o importante é ler, espontaneamente.

09 dezembro, 2010

Salão de Turismo

Se você já ouviu falar ou nunca ouviu falar sobre o Salão de Turismo que acontece todo ano em São Paulo, vou lhe contar tudo o que aconteceu por lá nesses cinco dias de muitos fly's, estandes, degustações e disputa por brindes no 5° Salão de Turismo daí quem sabe no próximo ano você faça como eu e seja um voluntário no setor de degustação gastronômica e controle de qualidade de brindes! Primeiro se cadastre pela internet no site: http://www.salao.turismo.gov.br/salao/home.html para ter a entrada na faixa. Se você for de ônibus, na estação de metrô Tietê tem ônibus de viagem disponível que leva todos até o Anhembi como cortesia. Ao passar a catraca da recepção você se depara com uma feira temática, com vários cenários diferentes e todo tipo de gente; expositores, estudantes, visitantes, curiosos entre outros. Logo de cara você já participa de um cadastro para um sorteio de alguma coisa sabe-se lá o que e tira uma foto num cenário de fundo que você escolhe, eu preferi as Cataratas do Iguaçu. Agora é só entrar no site deles e numa missão quase que impossível encontrará sua foto entre milhares de outras. Modelos altas e maquiadas lhe entregam sacolas plásticas com muitos flys dentro contendo propaganda de Estados Brasileiros mostrando suas culturas, religiosidade, artes regionais, pontos turísticos entre várias outras curiosidades. Mas as sacolas mais disputadas mesmo são as de pano bem despojadas e engraçadinhas fazem sucesso em filas enormes. No Stand de Pirenópolis/Goiás pude degustar da paçoca com carne seca aqui conhecido como farofa mesmo. Só achei apimentado demais então é um prato mais safisticado para paladares aventureiros, que curtem algo mais picante! Mas como só Jesus salva ele não podia deixar de estar presente nessa hora e salvar o povo, deu uma aliviada experimentar "Jesus" sim um refrigerante do Maranhão, rosê, com sabor de chiclete. Acompanhados de música regional (forró mesmo) muitos enfrentam uma fila gigantesca para apreciar uma bela tapioca doce e se quizer da salgada é só enfrentar a fila ao lado. Mais ou menos levei uma hora para conseguir degustar das duas. Por isso sempre é bom ir acompanhado de um amigo, namorado ou parente seja lá quem for, porque enquanto você enfrenta a fila a outra pessoa vai dando um rolê em busca de novidades. No Stand do Rio Grande do Sul muita dança típica, churrasco, cerveja e uns homens com roupas extranhas e instrumentos musicais mais extranhos ainda. Entre um picolé de cupuaçu e um sorvete de rapadura entravamos nas filas para fazer o controle de qualidade nos brindes claro. Canetas, chaveiros, bolsas ecológicas, Cds, porta recados, bonés, botons, colares artesanais feitos de sementes, capim dourado, argila. Conversei com uma índia da tribo Pataxó, daí fui notando então como muitas coisas são apenas aparência. Essa tribo indigina Pataxó localiza-se em Porto Seguro, extremo sul da Bahia. Chamavam a atenção do público no salão por exporem uma série de artesanatos, objetos ornamentais típicos de sua cultura, inclusive, a principal renda das famílias dessa aldeia. Então o Sebrae ( Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) traz lá do extremo sul da Bahia índios simples sem estudo e dinheiro (com apenas sua riqueza cultural) para São Paulo de ônibus, os "acomodam" em Cotia que é duas horas devido ao trânsito, durante os cinco dias de feira (ida-volta). Já era 18hs e esssa índia estava achando que ia dar meio-dia, com apenas um lanche dado pelo Sebrae de manhã esses índios passavam o resto do dia sem almoço e janta. Foi quando um índio ali perto de mim, dividiu um café com leite quente com ela num copo descartável. E só Deus sabe lá que horas iriam estar de volta a Cotia, para no outro dia estarem na feira novamente. Ela me dizia extranhar muito o ar de São Paulo; "dói muito o nariz né da gente, nossa muito ruim, o cheiro é muito forte, muito ruim o cheiro na rua lá fora." Ou seja a poluição que nós já estamos infelizmente acostumados a respirar que para nós não faz diferença, para eles fazem e muito! Eles moram no meio do mato onde não tem carro, prédios, trânsito, poluição! E o Sebrae joga eles lá na puta que pariu 2hs de onibus meio ao caos do trânsito de São Paulo pra chegar nesses cinco dias de Cotia-Anhembi e depois Anhembi-Cotia sem nenhuma extrutura. Que horror! O Sebrae está envolvido em vários negócios grandes inclusive só nesse final de semana foram fechados acordos em torno de R$11 mil nas mais diversas áreas, poderiam então tirar a mão do bolso e cuidar melhor das suas responsábilidades com responsabilidade não? E não era apenas com os índios que eu vi certo descaso, um grupo de violeiros de Minas Gerais, desabafaram no microfone para todos ouvirem; "má organização do evento e descaso para com os artistas aqui" bom se estava acontecendo algum problema por ali acredito que todas as críticas serão benéficas para melhorarem no ano que vem. Andando mais um pouco para lá e para cá, já manjados pelos expositores, também três dias seguidos degustando... bom é um serviço voluntário e quando eu me desponibilizei a fazer esse "trabalho" tinha que ser serviço completo, sim os cinco dias de Feira. Encontrei por lá o Estande do Horto Florestal, um Parque lindo ao lado da Serra da Cantareira e isso me deu uma idéia, levar o Parque Ecológico do Tietê para o 6° Salão de Turismo, seria muito legal expor ele lá, Parque o qual será ainda um grande ponto turístico da cidade de São Paulo! É sério vocês vão ver! Bom mas essa minha idéia equivale a muito trabalho pela frente mas não me custa pensar a respeito. Eu me deparei com o estande de Parintins/AM, particularmente falando foi o mais lindo estande. Claro que aí está valendo toda a minha paixão pelo Festival de Parintins e pelo boi Caprichoso que é o boi da cara preta com uma estrela na testa. E o boi Garantido é o branco com um coração na testa. E na cabeça dos dois ai sim algo em comum, os chifres. Voltei para casa cheia de brindes e guloseimas tudo na sacola ecológica brinde de maior qualidade entre todos, o qual passou perfeitamente no teste de resistência em quantidade e peso!

02 dezembro, 2010

Luzes

(Relembrando, Luzes... criado no dia 19/05/10) A Avenida Paulista é conhecida por dentre tantos motivos, também por suas luzes que ostentam toda a sua tecnologia. Mas nessa noite os olhares de muitos fixaram-se para outro tipo de luz. Cabaças de capoeira espalhadas pela calçada da Paulista com a Augusta, iluminavam olhares naquela noite fria. Um Tcheco brasileiro dava forma de estrelas, luas, gaivotas e até desenhos abstratos em simples cabaças, "tem para todos os tipos de cliente" diz o fazedor de luzes. Tcheco é o responsável por todas as luminárias ali e se mostra muito gentil ao me aproximar para iniciar com ele uma conversa deliciosa. Muito comunicativo Tcheco faz amizades facilmente com seus clientes e eles gostam desse tratamento, isso é notável. Ele me apresenta o seu CD INGOVERNAMENTAL gravado com sua banda regueira A NOVA SEMENTE, a música de introdução leva o nome de Hey rasta! Esse mineiro de 45 anos saiu do alto da serra em Sana -Rio de Janeiro onde mora atualmente e veio para São Paulo a passeio, exclusivamente para conhecer a Virada Cultural, evento que reuniu milhares de pessoas no centro da cidade. E é claro que não precisamos pensar muito para saber em qual parte da festa ele deu preferência a ficar, o palco Reggae na Barão de Limeira. Mas agora Tcheco quer voltar para casa e com as últimas peças ele faz seu mangueio na Paulista. Por falta de minha máquina arrisquei fazer umas fotos das luminárias com o celular mesmo. Um casal se aproxima e escolhem uma luminária. Se identificam com Tcheco por também serem mineiros, daí o papo se alonga um pouco e na maioria das vezes o assunto principal fora as luminárias era a Virada Cultural. Eu também tive minha preferência e foi o palco Rock na São João, Big Brother & The Holding Co foi o melhor show, ver os caras que tocavam com a Janis Joplim fazer um legítimo rockn'rool foi incrível! O casal despediu- se de Tcheco desejando encontrá-lo na próxima Virada mas com sua banda A Nova Semente em cima de um palco alternativo, comunitário para todos poderem fazer seu som, "tipo chegou-tocou". Não achamos uma má idéia e os influenciamos a mandarem essa dica para a prefeitura , quem sabe dá certo. E enquanto Tcheco atendia seus clientes, eu observava as pessoas ali em nossa volta, as pessoas pareciam estar hipnotizadas por aquelas luzes coloridas que dançavam refletindo desenhos. Mas porque algo tão simples causava aquela admiração por parte das pessoas que mesmo muitas das vezes na pressa, de passagem soltavam frases do tipo: Nossa que lindo! Olha que legal! Outros passavam indiferentes, outros achavam caro e quanto a isso tranquilamente Tcheco me diz: "se essa mesma pessoa que pechincha e acha caro pagar 20 reais pelo meu trabalho entrar em um shopping e escolher lá qualquer outra coisa e for 100 reais ele pechincha lá? Não ele paga." E eu também acredito que paga. Uma senhora com um carrinho passa vendendo café, tomamos café eu, Tcheco e Francisco. Francisco expoe também seus trabalhos nas ruas de São Paulo, mora na zona Sul da cidade e esta hospedando o amigo que veio do Rio. Conversamos sobre muitas coisas e Tcheco tem sua opnião formada sobre política onde ele prefere abster-se dela. Pergunto se ele tem alguma esperança quanto a toda essa podridão que é a política no Brasil e a forma de como caminha a humanidade, Tcheco diz: "esperança no ser humano eu tenho um pouco, não pode deixa-la por completo, a revolução não é guerra, é mental, prefiro morrer pensando que pode melhorar do que ter a certeza em vida de que nada irá mudar." Para um Ingovernamental a liberdade é o seu maior bem e de todas as pessoas, mas elas não entendem que essa liberdade está nas escolhas que fazemos. Tcheco escolheu a arte, a música... "sou feliz com o que faço, eu escolhi isso para mim porque com esse meu trabalho, eu sou livre." As ruas podem nos surpreender assim como as pessoas. Na cidade o belo nem sempre está em luzes de prédios gigantescos, as luzes das luminárias de Tcheco tem ainda uma vantagem podemos levá-las para casa!

saiba mais sobre a banda em: http://novasemente.jimdo.com