15 dezembro, 2010

Bienal do livro

Nunca havia participado de uma Bienal do Livro, evento que acontece todo ano em São Paulo, me sentindo desatualizada e curiosa a respeito, na sexta-feira dia 20 consegui entrar na Bienal por apenas cinco reais graças a carteirinha do Sesc. O que vi lá dentro foi um comércio gigantesco de livros. O que me fez entender o porque de tanta propaganda na mídia. Havia muitas pessoas lá, inclusive excursões escolares, as crianças eram quem mais se divertiam, tudo é festa, um dia a menos dentro da escola, para isso acontecer vale tudo, até ir numa feira de livros. Mas o que mais chamava a atenção não só delas mas como da maioria das pessoas era o estande virtual demonstrando e-books e tablets pc. Meio extranho pensar em um dia todos lendo histórias em e-books e ver o livro apenas como uma peça de museu: - Olha filho era nele que liamos, estudavamos, está vendo ele é de papel, rasga, molha e amarela com o tempo e não dava pra ler no escuro! Acredito que isso irá acontecer assim como aconteceu com o vinil, mas eu não vou negar que acho muito mais prático baixar músicas na internet e armazená-las no mp3 e ouvi-las a qualquer momento, em qualquer lugar num ato egoísta e solitário. Sim eu faço isso. Pensando em relação ao livro acho que eu "não vou me adaptar" o bom do livro é folhea-lo, sentir o papel com os dedos e aquele barulho de virando a página, o marcador personalizado sempre com algum dizer ou imagem, a capa mágica que representa a porta de entrada dos mais infinitos mundos. Brisas a parte, os tablets pc são uma tentação virtual, os olhos se enchem e brilham, as mãos querem tocar e a sensação que se tem é que uma gota de bába vai escorrer das bocas abertas dos menos remunerados e simplórios assalariados ao fazer o teste drive no aparelho. Mas a Bienal é sobre o que mesmo? Vi livros de todos os temas, para todos os tipos de leitores, as editoras caprichavam no visual dos estandes. Palestrantes ilustres faziam a diferença no evento. Assisti a uma palestra com o tema "tribos urbanas" com a participação de um Antropólogo, um Grafiteiro, uma Cosplay e uma representante da revista Capricho. Aprendi com o Antropólogo que não é correto usar a palavra tribo e sim circuito de jovens, segundo a antropologia eles expressam suas diferenças e circulam pela cidade são os "jovens da metrópolis" até arrisquei fazendo uma pergunta sobre a relação dos circuitos de jovens "tribos" e seus ídolos dando exemplo a caminhada que iria acontecer no sábado dia 21 em comemoração a morte de Raul Seixas. A representante da revista Capricho fez questão em responder utilizando como exemplo também, uma máteria que estão trabalhando em cima desse assunto mas para a minha tristeza o ídolo em foco será Justin Bieber. Assisti a palestra até o final com o macaco na mão que comprei no estande de livros infantis, comprava o macaco e ganhava um livro ou seria o contrário comprava o livro e ganhava o macaco, bom isso não importa, o importante é que o macaco é da WWF Brasil e o livro fala sobre a Mata Atlântica e o preço cabia no meu bolso, 10 reais! É um incentivo a leitura para a criançada, eles aprendem se divertindo fazendo do livro um brinquedo. Andando pelos corredores observei um estande muito movimentado e lotado, todo de vidro, de fora viamos o que acontecia lá dentro, era uma palestra e até comentei; "nossa está bem animado aqui, não sei o que é mas perdi isso". Quando notei que o cantor Arnaldo Antunes era um dos participantes da palestra, daí cheguei a afirmação, "poxa perdi mesmo". Sem caber mais ninguém lá dentro o jeito foi ir ver alguns livros. Aliás vi muitos livros interessantes e legais por lá e até compraria se não fossem tão caros por serem lançamentos, um deles é o livro "Com Amor" escrito pela irmã da Janis Joplin. E o livro do Ozzy Osbourne será que é legal? Bom quanto ao livro não sei não, mas que a propaganda é grande ah isso é!!! Se você foi ou não foi na Bienal não se preoculpe, a boa leitura independe do local onde você compra seu livro, sendo um grande lançamento ou não, pagando caro ou barato, alugando na biblioteca, lendo num e-book ou num livro velho de Sebo, o importante é ler, espontaneamente.

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