19 setembro, 2011

Escrevendo a toa

Faz um silêncio interminável aqui. Nem parece que a horas atrás rolava um funk na vizinhança. Ouvi ao longe eles cantando parabéns daí em diante o silêncio tomou conta de tudo e o funk, as motos, as risadas, desapareceram. O domingo parece ser o último dia da vida das pessoas, mas na verdade ele é o primeiro, o primeiro da semana. O domingo sem Sol não tem graça. E eu também acho que se o Céu fosse de outra cor a não ser azul eu não iria gostar tanto dele como eu verdadeiramente gosto. Ao final da tarde tudo acaba, para novamente começar. O gosto do almoço, da janta, do café, da água e das delicias da doceria, do bolo de ontém que sobrou de aniversário, da pizza dormida no papelão. Muitas das vezes eu adoro esse silêncio em qualquer dia da semana ele não distrai meus pensamentos, os deixa livres. A noite tem cheiro, minha mãe diz que não sente e dá risada quando eu abro a janela e digo humn que cheiro de noite! E me pergunta que cheiro tem? Não sei explicar cheiros nem sabores, apenas os sinto e se o silêncio é a ausência dos sons como posso ouvi-lo?