17 junho, 2015

A Volta Dos Que Não Foram

Então estou eu aqui depois de tanto tempo, nem tanto tempo assim no meu barquinho.
Poderia escrever agora sobre o silêncio da madrugada e como eu amo isso, ou daquele som que está fazendo a função repeat do meu celular desempenhar seu papel com total dignidade e eficiência,
poderia falar qualquer asneira maior da qual já estou dizendo, poderia aqui xingar todos os idiotas que conheço, ou elogiar todos que amo, ou confessar que nem sei dizer eu te amo mesmo amando, ou os benefícios das folhas verdes escuras, daquela cena do filme que eu não assisti, das coincidências, do destino, da minha cor favorita, das coisas que não fiz e nunca vou fazer apesar de querer intensamente, dos sonhos que durante o dia ficam me assombrando na lembrança, dos cientistas evoluídos, das opiniões que tenho preguiça de dar, de cada historia que poderia ter sido, do seu nome lido ao contrario, da musica brasileira que o gringo ouve e não entende nada, do Brasil que nos vamos devolver pros índios, dos dinossauros, do Guira Guira cantando numa tardinha bucólica, dos anjos, das galaxias, dos instantes mágicos, da saudade de uma coisa que eu não sei o que é, das perguntas que nunca tem respostas, da mania de querer saber quem ou o que determina as nossas preferencias, da memória implantada, da prisão do mundo, dos ratos de laboratórios que somos, dos que irão falar essa é da boa ein, de quanto tempo eu estou aqui e quanto ainda irei estar, das cartas que eu não escrevi e das que escrevi e rasguei, da minha atração por pessoas bizarras e estranhas, de ser uma pessoa estranha mas no fundo normal e sem graça, do sono que tá me dando...

E pra variar a gente posta um vídeo de um som manero



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